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Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo apela aos deputados para reforçarem verbas para o SNS no Orçamento de Estado 2022

Em Sociedade

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo apela em carta dirigida aos grupos parlamentares para que reforcem as verbas no Orçamento de estadso 2022 para o Serviço Nacional de Saúde.

Todos temos conhecimento dos problemas que afetam a prestação de cuidados de saúde no Médio Tejo, no Distrito de Santarém e no País, para os quais muito contribuem os constrangimentos financeiros a que o país está sujeito, a baixa importância dada ao sector da saúde no âmbito do financiamento das atividades do Estado, a falta de organização e articulação entre os serviços do SNS, e também as opções, por vezes menos acertivas, de recursos humanos que têm vindo a ser praticadas“, refere a carta.

A CUSMT adianta que “a situação pandémica da COVID-19, tem vindo a agudizar os problemas, mas não lhe podem ser atribuídas todas as culpas, pois a prestação de Cuidados de Saúde, em Portugal, já apresentava problemas, quando a pandemia chegou“.

Recorda que “já em 2015 o ACES do Médio Tejo para além da falta de dezenas de médicos e enfermeiros tinha uma elevada necessidade de Assistentes Técnicos e Operacionais, havendo, inclusivamente, 64 lugares disponíveis no mapa de pessoal. No caso dos enfermeiros, há necessidade de mais profissionais mas o quadro está completo. No tempo decorrido até ao presente, em vários  períodos  as dificuldades foram atenuadas, sem que se conseguisse atribuir médico de família a todos os utentes. Neste ano de 2021, uma série de condicionalismos, agravaram o problema, e  tanto no ACES Médio Tejo como no Centro Hospitalar do Médio Tejo, foram poucos os médicos contratados em relação aos que são necessários, pelo que a situação gravosa se mantém“.

A CUSMT regista “com agrado os níveis de investimento nos cuidados hospitalares (o grande problema continua a ser a falta de médicos), mas nos Cuidados Primários há situações que carecem de resolução urgente, para além dos recursos humanos, como: insuficientes Unidades de Cuidados à Comunidade; frota automóvel insuficiente e pouco fiável; equipamento informático desactualizado; Unidades de proximidade sem actividade; ausência de cuidados de saúde oral; dificuldade de marcação de consultas presenciais“.

Por tudo isto, “vimos apelar aos Senhores Deputados para que haja discriminação positiva nas dotações de mais recursos financeiros em sede de Orçamento do Estado para 2022, na agilização dos processos administrativos para a contratação de trabalhadores e organização e articulação entre todas as áreas do Serviço Nacional de Saúde, pois não basta dotar os Orçamentos de recursos financeiros, sendo também indispensável agilizar os projetos, cuidar da sua implementação no ano da sua dotação, fazendo uma gestão eficiente e eficaz em cada unidade de saúde“, conclui a carta enviada a todos os grupos parlamentares na Assembleia da República.

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