“Albergaria” ao abandono na Serra d’Aire – Município de Torres Novas quer transformar edifício em centro de interpretação das grutas do Almonda

Em Região

O edifício da antiga “albergaria” na Serra d’Aire, propriedade da Câmara de Torres Novas está ao abandono há muitos anos, rodeado de mato, à mercê do vandalismo, com vidros partidos e substituídos por chapas. Um nosso leitor identificado fez chegar à redação do Mais Ribatejo as fotos que aqui publicamos, dando conta do estado de abandono do edifício. O leitor lamenta o estado de abandono deste património municipal onde foram investidos muitos milhares de euros, sem qualquer aproveitamento.

Câmara prevê investimento de 355 mil euros no centro de interpretação das Grutas do Almonda

Questionada pelo jornal mais Ribatejo, a Câmara de Torres Novas afirma que está a participar “numa candidatura da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, conjuntamente com outros municípios da região, relativa a rotas e percursos no território, e que prevê, para o local referido – o Centro de Interpretação das Grutas do Almonda (CIGA)-  um investimento de cerca de 355 mil euros. esta candidatura aguarda neste momento validação por parte da CCDR.“.

Na resposta às questões colocadas pelo jornal Mais Ribatejo, a autarquia adianta que “a eventual intervenção visa a recuperação e disponibilização pública do CIGA como centro da afirmação de uma estratégia municipal de valorização do património ambiental do concelho e da região, nomeadamente através da reabilitação do edifício atualmente devoluto, o seu apetrechamento em mobiliário e equipamento, e a execução do programa expositivo relativo ao centro de interpretação”.

A Câmara de Torres Novas pretende que o “espaço funcione como unidade de apoio para todos os investigadores que desenvolvam trabalho no sistema cársico do Almonda; ser um centro de interpretação e descoberta do PNSAC e do Arrife da Serra de Aire; funcionar como estadia e ponto de partida para a exploração dos vários percursos e rotas da natureza na envolvente”.

Segundo a resposta da Câmara, “pretende-se que seja um espaço de receção, informação, alojamento e partida, para um conjunto de programas e atividades disponíveis, de pedestrianismo, BTT, espeleologia, escalada, apoio a escavações arqueológicas, circuitos de interpretação ambiental, identificação de plantas e animais, geologia, geomorfologia, formas de povoamento, tradições, gastronomia e degustação de produtos locais; bem como um ponto de divulgação de outros recursos no território“.

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