A 1.ª reunião de Câmara de Santarém deste mandato vista por dentro (podcast)

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No passado dia 2 decorreu a 1.ª reunião da Câmara Municipal de Santarém deste mandato 2021/2025.
Com uma ordem de trabalhos extensa – 52 pontos a tratar e mais 6 para tomada de conhecimento – a reunião acabou por não ser muito demorada, não chegou a durar duas horas.
No período antes da ordem do dia o presidente e vereadores cingiram-se aos desejos de que tudo corra bem, que o mandato seja profícuo, enfim, aquelas intervenções de circunstância, mas naturais e comuns nestas ocasiões. Quase todos fizeram estas referências de esperança no futuro: começou o presidente e seguiram-se aleatoriamente os vereadores do PSD (Inês Barroso, João Leite e Diogo Gomes), do PS (Nuno Russo e Nuno Domingos) e também do Chega (Pedro Frazão). Só falharam este discurso as 2 vereadoras do PS presentes: Sofia Martinho e Liliana Ramos, esta última em substituição de Manuel Afonso, ausente por trabalhos em simultâneo na Assembleia da República nesta altura de crise nacional.

Nesta reunião Nuno Russo esteve particularmente bem: fez diversas intervenções e pôs questões, talvez aí uma dezena, com bastante sentido e oportunas. Entre estas apresentou duas propostas a propósito de pontos da agenda que o proporcionavam: elaboração de um plano de sinalização de trânsito para toda a cidade e criação de um parque para camiões TIR que sirva também a cidade. Vamos ver se esta participação ativa de Nuno Russo nesta sessão significará uma resposta positiva a uma das minhas dúvidas relativas ao acordo entre o PSD e o PS para a governação da Câmara: “haverá lugar para alguma independência na atuação e nas votações do PS?” Para já ainda é cedo para tirarmos conclusões – veremos com o tempo…
Na abordagem dos 52 pontos da sessão só falaram 4 dos 9 vereadores presentes: o presidente Ricardo Gonçalves, a agora novamente empossada vice-presidente Inês Barroso, Nuno Russo e Nuno Domingos. Mesmo Pedro Frazão do Chega entrou mudo e saíu calado, como se costuma dizer.
88% dos pontos em discussão foram aprovados por unanimidade. Só os pontos 44 a 47 (planos de trabalhos das obras de substituição dos telhados de fibrocimento) tiveram a abstenção do PS e do Chega, o ponto 43 (não aprovação da prorrogação do prazo das obras na Igreja de Santa Iria requerida pelo empreiteiro) teve a abstenção do PS e o ponto 19 (vereadores em regime de permanência) a abstenção do Chega.
De referir ainda que Ricardo Gonçalves se apresentou nesta primeira reunião com um comportamento muito cordato e conciliador, o que poderá ser reflexo de o seu partido não ter agora maioria absoluta.
Termino reiterando uma correta afirmação de Ricardo Gonçalves nesta sessão e que merece ser realçada: ao contrário do que acontece em vários outros municípios, as reuniões de Câmara em Santarém são todas públicas e agora publicadas em video no site do município.

 

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