Entrevista com a tomarense Soraia Salvador, diretora do maior concurso mundial de fotos de natureza

Em Ribatejo Cool/Vídeos

Soraia Salvador, tomarense, vive no Reino Unido há 10 anos e trabalha no Museu de História Natural de Londres. É diretora do Wildlife Photographer of the Year, o maior concurso de fotografia de natureza do mundo.

Este ano, o fotógrafo de Torres Novas João Rodrigues foi o vencedor na categoria de anfíbios do concurso Wildlife Photographer of the Year, entre mais de 50 mil concorrentes de todo o mundo.

Nesta entrevista ao jornal digital Mais Ribatejo, Soraia Salvador conta-nos como funciona aquele que é o maior concurso de fotografia de natureza do mundo, que se realiza há 57 anos.

O Wildlife Photographer of the Year dá origem à publicação de um livro e a uma exposição que percorre 25 países e é vista por mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.

Soraia Salvador conta ao Mais Ribatejo que gostaria muito de trazer a Portugal a exposição Wildlife Photographer of the Year. Nesse sentido, já começou a contatar diversas autarquias. Tendo em conta que este ano um fotógrafo português é pela primeira vez um dos vencedores do concurso faz todo o sentido termos a exposição em Portugal.

Soraia Salvador começou a trabalhar na Arte em Rede, tendo iniciado uma carreira internacional que a levou a trabalhar nos Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Inglaterra, onde se ficou há 10 anos.

A crise internacional de 2008 levou Soraia a emigrar, a exemplo de muitos milhares de jovens portugueses. Em Londres, Soraia fez o Mestrado em Gestão Cultural e começou a trabalhar na área do financiamento da cultura.

Antes de ser diretora do concurso Wildlife Photographer of the Year, Soraia foi a responsável do Museu de História Natural de Londres por levar a exposição itinerante pelo mundo.

Apesar de viver em Londres, Soraia regressa sempre que pode à sua querida cidade de Tomar, e foi aqui que a entrevistámos na sua mais recente visita a Portugal. Soraia acompanha com interesse e agrado a evolução de Tomar nos últimos anos, sentindo-se o desenvolvimento do turismo na cidade.

Tendo cidadania britânica, Soraia considera que o Brexit foi um tiro no pé dos britânicos. “Um voto de protesto mal dirigido e errado dos ingleses contra Londres”, afirma. Os efeitos estão a começar a sentir-se, com a falta de mão de obra e de matérias primas a fazer subir os preços e a conduzir muitas empresas à falência. “É assustador o que está a acontecer em Inglaterra e nos próximos tempos a situação ainda se vai agravar mais devido à falta de mão de obra e à saída de muitos emigrantes do país”.

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