CIM Médio Tejo candidata investimento de 3 milhões de euros para reforço tecnológico

Em Região

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo submeteu ao Programa Operacional Regional Centro 2020 a candidatura Médio Tejo Online 2020 e Médio Tejo – Desenvolvimento Territorial Estratégico (2.ª fase), que prevê três milhões de euros para reforço tecnológico da administração pública.

A candidatura visa a concretização do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM do Médio Tejo nos 13 municípios da região, prevendo investimentos no atendimento digital, gestão integrada da informação e implementação do arquivo digital, faturação eletrónica, reestruturação da plataforma de sistema de informação geográfica (SIG) e das infraestruturas tecnológicas e em ações de gestão e coordenação, refere uma nota da CIMT.

“A concretização da presente candidatura reveste-se de grande importância, pois é uma garantia de uma governação mais inteligente e multidimensional”, afirmou o secretário executivo da CIM Médio Tejo, Miguel Pombeiro, citado na nota.

O representante sublinhou o impacto “na modernização administrativa e na simplificação de procedimentos relacionados com os cidadãos e as empresas”, bem como “a implementação progressiva de uma gestão territorial inovadora, planeada e executada a uma escala supramunicipal”.

Entre as várias ações previstas, destaque para o Atendimento Digital, que prevê aos municípios e à CIM a execução de um conjunto de tarefas de forma mais célere e profícua, nomeadamente: atender por chat ou vídeo no site os munícipes; receber formulários submetidos de forma anónima ou autenticada; disponibilizar agendamento online; definir área de atendimento e respetivos operadores; configurar os horários de atendimento por área/ operador; configurar respostas rápidas; emitir referências multibanco e enviar mensagens de email ou SMS a munícipes, com possibilidade de retorno.

Já no que diz respeito à restruturação das infraestruturas, prevê-se um conjunto de investimentos que consistem na aquisição de equipamentos informáticos e software necessário para a devida atualização do parque tecnológico da CIM Médio Tejo e dos seus 13 municípios, e que são fulcrais para a implementação da candidatura e da estratégia intermunicipal a nível de modernização administrativa.

A região do Médio Tejo é dotada de uma plataforma SIG, que permite o acesso a diversas ferramentas técnicasespecializadas que são utilizadas no desempenho de funções no dia a dia, quer em ambiente interno municipal, quer em trabalhos de campo. De referir também que a plataforma é essencial também para responder a questões de ordem jurídica, nomeadamente o da disponibilização online de planos (Ex: PDM). No âmbito da presente candidatura, é um dos seus objetivos a reestruturação dessa mesma plataforma, com vista a disponibilizar novas funcionalidades, mas acima de tudo responder às necessidades atuais que passam pela visualização em dispositivos móveis.

Por último, com a execução desta candidatura, promover-se-á a desmaterialização da fatura emitida pelos 13 municípios, o que é essencial para a vida das empresas e do Estado e para o incremento do comércio eletrónico em geral, na medida em que a sua adoção, uma vez estabilizada, permite, entre outras coisas, uma redução de custos de processamento, reduzindo erros de lançamento e os consequentes custos de correção, facilitando o arquivo e o acesso à faturação por meios informáticos e permitindo aumentos de eficiência da gestão contabilística e financeira.

Recorda ainda o secretário executivo que a “crise pandémica que, atualmente, assola, todo o mundo, veio demonstrar que a forma de relacionamento da Administração Pública, nomeadamente a portuguesa, com o cidadão e/ ou a empresa, tem de ser reinventada. Logo, urge a implementação de novos canais de atendimento, os quais têm de ser adequados, céleres e seguros, para dar uma resposta eficaz às necessidades da população”.

Neste sentido, a estratégia de modernização administrativa levada a cabo pela CIM do Médio Tejo e pelos seus 13 municípios está centrada em facultar novas formas de governabilidade, mais ganhos de escala, reduzindo custos, efetuando a devida gestão da mudança face aos serviços públicos, atualmente disponibilizados e a disponibilizar no futuro.

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